terça-feira, 3 de maio de 2022

A PARÁBOLA DOS TALENTOS

 


A PARÁBOLA DOS TALENTOS

(Mt 25.14-30)

 INTRODUÇÃO:

 CONTEXTO: O Senhor Jesus estava na sua última semana de ministério. Enquanto dava as últimas instruções aos seus discípulos foi interrogado por eles acerca de como seria o fim do mundo. É nesse contexto que Jesus apresenta o sermão profético e as parábolas escatológicas, pois falavam acerca do fim. Dentre elas destacavam-se: A parábola dos dois servos, das dez virgens e a dos talentos. Neste estudo iremos comentar as principais lições da parábola dos talentos.

 SIGNIFICADO:

A parábola dos talentos apresenta Jesus como o senhor que saiu para uma longa viagem (Mt 25.14), mas que antes emprestou a três dos seus servos grandes quantias para que eles administrassem, obviamente estes servos simbolizam os discípulos de Jesus. Isto é confirmado em Efésios 4.8: “Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro,e deu dons aos homens.”

Jesus confiou aos seus servos dons, talentos e habilidades espirituais para fazer a Obra de Deus com os seguintes propósitos:

1. O aperfeiçoamento dos santos (Ef 4.13);

2. Edificação do corpo de Cristo (Ef 4.13);

3. Para o que for útil (I Co 12.7).

O propósito dos dons não é a ostentação do crente, mas uma oportunidade para o serviço. O tempo de espera também é um tempo de oportunidades para servir fielmente ao Senhor.

 O talento era uma unidade monetária que equivalia a 6.000 denários, isto é, 6 mil dias de trabalho de um trabalhador comum. Correspondia a quase 16 anos e meio de trabalho. O senhor distribuiu de acordo com sua própria capacidade, pois o mestre não nos dá responsabilidades além da nossa capacidade.

I. A PARÁBOLA DOS TALENTOS ENSINA QUE O SENHOR NÃO É INJUSTO.

”...a cada um segundo a sua capacidade” (Mt 25. 15)

Nosso Senhor conhece nossa estrutura e capacidades individuais, assim como nossas próprias limitações (Sl 103.14). Se Ele nos confiou algo é por que sabe que somos capazes de administrar e usar para sua glória.

 II. A PARÁBOLA DOS TALENTOS ENSINA QUE O POUCO QUE ELE NOS DÁ É MUITO.

”... sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei” (Mt 25. 21)

Vimos que um talento corresponde a 16 anos de trabalho, o que já era uma fortuna incrível para aqueles servos. O primeiro servo recebeu cinco talentos, que correspondia a 80 anos de trabalho. Haja vista que a expectativa média de vida daquela época era baixa, era quase impossível para um trabalhador comum acumular uma fortuna como esta. Mas, ainda assim o senhor falou: “sobre o pouco foste fiel...” Aquela fortuna era pouco diante daquilo que o mestre iria colocar nas mãos daquele primeiro servo. Sem dúvidas, jamais iríamos conseguir por méritos próprios os dons e talentos que Ele nos confiou. Em qual faculdade você pode receber os dons de cura ou de operação de maravilhas? O que Deus nos confiou são tesouros imensuráveis e mesmo assim não se comparam com aquilo que Ele preparou para nós (I Co 2.9).

 III. A PARÁBOLA DOS TALENTOS ENSINA QUE NÃO SOMOS DONOS DE NADA.

”E, muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.” (MT 25.19)

Exatamente tudo pertence ao nosso Senhor. Ele é dono dos talentos, dos dons, e de nós mesmos. Ninguém pode se gloriar por pregar bem, curar enfermos ou fazer coisa alguma na Obra do Senhor, por que tudo pertence a Ele. “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.” (2 Coríntios 4:7). Somos apenas administradores de Deus.

 IV. A PARÁBOLA DOS TALENTOS ENSINA QUE O SERVO MAU É NEGLIGENTE, PERVESO E NÃO ASSUME SUA PRÓPRIA CULPA.

“Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste;

E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.” (Mateus 25:24,25).

 O servo mau colocou a culpa de não ter feito nada com o talento no seu senhor, acusando-o de ser injusto e cruel, e por isso teve medo e enterrou o talento que recebera. A natureza humana nunca quer reconhecer seus próprios erros e culpa, a exemplo de Adão, que ao ser confrontado pelo Senhor, colocou a culpa de ter comido do fruto proibido no próprio Senhor (Gn 3.12). O grande erro de muitas pessoas é querer colocar a culpa de suas próprias falhas nos outros e nunca assumir a responsabilade. Quantos enterram os seus talentos e colocam a culpa na cara feia de um irmão, ou na falta de oportunidades. Quem quer fazer a Obra de Deus consegue arranjar oportunidade em toda dificuldade, mas quem não quer, coloca dificuldade em toda oportunidade.

 V. A PARÁBOLA DOS TALENTOS ENSINA QUE ATÉ O POUCO QUE SE TEM PODE SER TIRADO.

“Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.”(Mt 25:27)

Ao não investir o talento no banco, o servo mau roubou os juros que o seu senhor poderia receber. O que muitas pessoas precisam entender é que não se peca apenas quando se faz algo errado, mas também comete pecado quem deixa de fazer o que é certo. São chamados de pecados de omissão, “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.” (Tiago 4:17). Então não enterre seus talentos, se o Senhor lhe confiou algo é para ser usado e aperfeiçoado na sua Obra. A cobrança do Senhor pode ser muito alta: “Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá choro e ranger de dentes.” (Mt 25.30).

 VI. A PARÁBOLA DOS TALENTOS ENSINA QUE TER TALENTOS NÃO É A MESMA COISA DE SER APROVADO POR DEUS.

“Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mateus 7:22,23)

 Jesus deixou claro que não se trata apenas de perder o talento que ele nos confiou, mas o de perder o privilégio de se alegrar na mesa com o seu Senhor. Dos três servos que receberam os talentos, somente este último deixou de “entrar no gozo do seu senhor”.

 CONCLUSÃO

 Aceitar a Cristo como Salvador é se tornar servo do Senhor, é se submeter à sua vontade e querer. O Mestre saiu para uma longa viagem, e enquanto Ele não volta não podemos ficar de braços cruzados. Mas, devemos trabalhar com aquilo que Ele nos confiou. Como diz o hino da harpa Cristã: “Há trabalho pronto para ti cristão, que demanda toda tua devoção. (Hc 93)” A vida cristã não é de inércia e preguiça, mas de trabalho, dedicação e serviço ao nosso Senhor “como bons dispenseiros da multiforme graça de Deus” (I Pe 4.10) .

Haverá uma prestação de contas: Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.( 2 Co 5:10). Matthew Henry afirma que “Cristo tem uma honra guardada para aqueles que o honram, uma coroa (2 Tm 4.8), um trono (Ap 3.21), um Reino (cap. 25.34). Aqui, eles são pobres; no céu, serão governantes. Os justos terão o domínio. Todos os servos de Cristo são príncipes.” O servo do Senhor não deve esperar elogios e reconhecimento dos homens, mas de Cristo, pois como será bom ouvir do nosso Senhor: “Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” (Mateus 25:23).

 

Pr. Flávio Alves


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

A Glória que Jamais se contou ao mortal

 A


GLÓRIA QUE JAMAIS IMAGINOU O MORTAL


A Nova Jerusalém será uma cidade totalmente construída e edificada por Deus. Terá 2.200 km de altura, cumprimento e largura. Será tão grande que daria pra ocupar a metade do solo brasileiro. Daria para se construir 2 bilhões de casas com 1.000 metros cada uma com mais de 366.000 pavimentos. 

Uma cidade que nem a mente engenhosa de Stven Spielberg poderia imaginar, mas que foi produzida na mente do próprio Cristo. Uma cidade que vai além do espaço sideral e será a representação da glória celeste na terra. Por isso Jesus falou bem quando disse que "na casa de meu pai há muitas moradas" (Jo 14.6). 

Uma cidade cujos muros são feitos de pedras preciosas e cujas portas são doze pérolas gigantes. Ornamentada como uma jóia no Universo para um povo santo que vai adorar a um Deus santo. Você quer ir para lá? Reconheça a Cristo como seu senhor e terás teu nome escrito como futuro morador desta cidade.

Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem,são as que Deus preparou para os que o amam.

1 Coríntios 2:9

Pr. Flávio Alves

sábado, 8 de maio de 2021

Considerações Bíblicas sobre a Morte

CONSIDERAÇÕES BÍBLICAS SOBRE A MORTE

A morte é a maior inimiga de todo ser vivo. O corpo humano libera altas doses de adrenalina para tentar nas últimas forças resistir ao poder da morte. Mas, quem pode escapar dessa força feroz? Do mais pobre mendigo até o mais rico bilionário, do bebê que ainda não nasceu ao idoso que muito já viveu. A morte atinge a todos.

Ela é democrática, não é racista e nem preconceituosa. Parafraseando o saudoso Suassuna, ela coloca todo ser vivo num só rebanho de condenados. Ninguém escapa das suas garras. Mas, o que o Livro mais sagrado do mundo tem a dizer sobre ela?

UMA VERDADE DESPREZADA

Em primeiro lugar, a morte só está no mundo por causa da desobediência do ser humano às leis de Deus. Deus não criou o homem para a morte. Mas, ela é a consequência do pecado e da rebeldia do homem para com seu Criador: "Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais." Gênesis 3:3.

Em segundo lugar, a morte é a recompensa dos nossos pecados. Enquanto, a fé e a santidade traz a benção da vida eterna para o crente fiel, o pecado traz a morte para o pecador. "Porque o salário do pecado é a morte." Romanos 6:23. Não adianta fugir, o pagamento virá com juros e correção monetária.

UM LIMITE NA HUMANIDADE

Em terceiro lugar, a morte põe fim ao orgulho do homem, bem como ao seu ódio:

Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento.

Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.

Eclesiastes 9:5,6

UM AVISO PARA OS GANANCIOSOS

As pessoas vivem com tanta ganância, com vontade de enriquecer e acumular bens. Mas, de que adianta tanta riqueza e ostentação? Os faraós levaram enormes tesouros para suas enormes sepulturas. Mas, de que adiantou? Na morte não existe rico ou pobre. Não existe projetos ou planos para quem já morreu. Então, corra menos e viva mais!

A ESPERANÇA DO FIEL

Então a morte é o fim? De forma alguma: "Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos." Isaías 26:19. 

Se a nossa salvação não incluísse a nossa ressurreição estávamos perdidos. Mas, Cristo ressuscitou e haverá de arrancar todo salvo do poder da morte: "Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?" 1 Coríntios 15:55.

Está chegando a hora em que ouviremos a voz meiga e poderosa do nosso Senhor nos chamando pelo nome e dizendo:

 "Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;"


Mateus 25:34

O GRANDE DIA

Queue dia glorioso dia será este! A morte será derrotada pelo poder daquele é chamado de a própria Vida. Nunca mais teremos medo ou receio de morrer. Nem tampouco seremos separados daqueles que amamos por causa da morte. Não há nada mais reconfortante do que saber que a morte é apenas uma porta para o paraíso. Somente aqueles que crêem e confessam a Jesus Cristo tem este privilégio.

A ÚNICA FORMA DE SER SALVO

Se você ainda não tem esta certeza, e se você crê com o seu coração, então confesse agora mesmo Jesus Cristo como o seu Senhor e Salvador. E, assim, receberás a vida que somente Deus em Cristo pode nos conceder.

Não existe outro meio, forma ou caminho. Só Jesus Cristo.

Pr. Flávio Alves










domingo, 4 de abril de 2021

ELE ESTÁ VIVO

Ele está vivo!

  


     A ressurreição de Cristo é a pedra fundamental da arquitetura de Deus, é o coroamento do sistema bíblico, o milagre dos milagres. A ressurreição salva do escárnio a crucificação e imprime à cruz glória indizível.[1]

“Vimos o Senhor”, esta foi a expressão alegre que os discípulos falaram a Tomé no domingo de páscoa após terem visto Jesus ressuscitado. Mas, como pode um homem que foi traspassado por uma lança, teve suas mãos e pés perfurados, sofreu flagelos inimagináveis e dor imensurável, comprovadamente morto, voltar a viver depois de três dias? Tomé, homem apegado à matéria, ao mundo palpável, ao que somente pode ser provado e experimentado disse: “Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.” João 20:25. Ele queria provas.

            O mundo que vivemos está cada vez mais incrédulo. Os charlatões, os falsos milagreiros, os hipócritas amantes do dinheiro são os maiores culpados dos homens estarem cada vez mais céticos em relação ao sobrenatural. Mas, estes não são os únicos motivos. A humanidade se distancia cada vez mais de Deus, e a incredulidade é confortável para encobrir suas vidas pecaminosas e reprováveis (II Tm 3.1). É o curso natural de uma humanidade decadente moral e espiritualmente. Contudo, resta-nos uma pergunta: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” Lucas 18:8.

            A resposta é que ainda há um povo que crê num Jesus que venceu a morte e continua vivo. A nossa fé está fundamentada na ressurreição de Cristo. Crermos que Jesus ressuscitou é imprescindível para a nossa salvação: “... e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” Romanos 10:9. Esta doutrina é tão importante para nossas vidas que desejo trazer-lhes aqui alguns dos principais motivos pelos quais podemos explicar porque e para que Jesus ressuscitou.

É pedra fundamental de toda a nossa fé

Em I Co 15.12-19, o apóstolo Paulo explica que se Cristo não ressuscitou: 

a) A pregação apostólica é nula (v.14). Isto é, não há sentido, propósito ou significado pregar sobre alguém que está morto. Os apóstolos deram as suas vidas pregando sobre alguém que estava morto, e mais, perderam família, bens, status e poder para dedicarem suas vidas à pregação de algo sem fundamentos ou sentido. Qual a razão para defender um falso messias? Não seria mais confortável esquecê-lo do que serem perseguidos até os confins da terra por um falso profeta?

b) A fé dos crentes é vã (v.14). De fato, qual o sentido de renunciar tudo por uma mentira? Qual o sentido teria as palavras de Jesus: “quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.” (Mateus 16:25). Ou mesmo “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;” (João 11:25). Toda a nossa fé nas palavras de Jesus seriam tolas e perderiam o efeito.

c) Os apóstolos morreram como falsas testemunhas (v.15). Acredito que alguém seja capaz de morrer defendendo uma mentira. Mas, afirmar que todos os discípulos de Jesus resistiram à tortura, açoites, fome, frio, e deram a própria vida para defender uma mentira é impensável. Os discípulos sabiam dos perigos de se pregar em público uma declaração como esta. Mas, mesmo o sinédrio judaico, que era a cúpula e aristocracia de Jerusalém ordenando expressamente que não podiam mais falar no nome de Jesus, eles responderam: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.” (Atos 5:29).

Somente uma experiência muito real e verdadeira poderia converter um grupo covarde de seguidores, escondidos com medo da perseguição, com pouca cultura, decepcionados e frustrados, com o coração quebrado e a moral despedaçada em verdadeiros arautos da ressurreição. Dispostos a suportar os mais terríveis açoites e formas de serem mortos: “Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido.” (Atos 4:20). Eles eram testemunhas do maior milagre do mundo e não podiam ficar calados. Aleluia, porque eles tiveram a coragem de falar aos quatro cantos da terra que Jesus ressuscitou e está hoje vivo, assentado à direita de Deus Pai (Mc 16.19).

Dr. William Barclay afirma que a ressurreição de Jesus é a prova contundente de que a verdade é mais forte do que a mentira. Mataram Jesus porque queriam calar a verdade, mas, quando Ele ressuscitou hasteou a bandeira da verdade sobre o império da mentira. A luz de Cristo raiou naquela manhã para dissipar toda mentira e engano para sempre. Nenhuma fraude poderia subsistir por dois mil anos, e poderia ser propagada ou defendida até à morte por tantos homens em tantas épocas, culturas e nacionalidades. “Pode-se afirmar, sem a mínima hesitação, que a ressurreição de Cristo é o fato mais bem comprovado da história.” [2]

d) Nós ainda permanecemos em nossos pecados (v. 17). Se Jesus não tivesse ressuscitado dos mortos todos nós ainda estaríamos sob o jugo infeliz do pecado. Estaríamos condenados à morte eterna (Rm 6.23). O brado de Jesus na cruz: “está consumado” não teria efeito.

e) Os que dormiram em Cristo pereceram (v.18). Se não houvesse a ressurreição de Cristo todos os que morreram crendo n’Ele teriam morrido em vão. Estariam condenados à terem seus corpos apodrecendo no silêncio do sepulcro por toda a Eternidade. A ressurreição de Lázaro teria sido em vão, pois foi ressuscitado para morrer novamente. Enquanto, o nosso Cristo e Salvador morreu para ressuscitar e provar ao mundo que todos os que crêem n’Ele não crêem numa mentira, mas que também ressuscitarão assim como Ele ressuscitou. “Ora, Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder.” (1 Co 6:14)

f) E, por último, se Cristo não ressuscitou, os cristãos são os mais infelizes dos homens (v.19)[3] porque nossa salvação se limitaria apenas à nossa breve passagem pelo palco da vida. Isto é, a salvação seria apenas para enquanto estamos vivos. A morte significaria o fim de tudo, o vazio existencial e uma nulidade do propósito da nossa existência. Seríamos apenas como os animais que nascem, reproduzem e morrem. Não há um depois, nem amanhã. Mas, louvado seja o nosso Deus, porque graças a Cristo que venceu a morte temos a garantia que a morte não é uma parede, mas uma porta. Temos a certeza que nossa vida se estende além túmulo, que as nossas sepulturas não irão nos deter, e assim como a pedra foi removida do sepulcro de Cristo, assim também as sepulturas dos salvos serão abertas e “e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.” 1 Tessalonicenses 4:16,17.

Em suma, a ressurreição de Jesus é a prova de que a mentira não pode sufocar a verdade, de que o mal não pode vencer o bem, de que o amor é mais forte do que o ódio e de que a morte não é mais forte do que a vida.[4] Se Jesus não tivesse saído daquela sepultura a morte teria vencido. Mas, enquanto alguns tem corpos de santos envoltos em redomas de vidro para serem cultuados, ou sepulturas com homenagens aos mortos, nós, cristãos, temos uma sepultura vazia para mostrar ao mundo que embora a sepultura esteja vazia, o Trono está ocupado.

 Para todos os fundadores das maiores religiões do mundo podemos citar o brilhante escritor nordestino Ariano Suassuna: “Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre.[5] De fato, para todo ser vivo, a morte é a mais temida e odiada inimiga de quem ninguém pode escapar. Mas, diante do sepulcro vazio de Jerusalém, todos os que crêem em Jesus Cristo temos a ousadia de tomar as palavras do profeta Oséias, parafraseadas pelo Apóstolo Paulo, para indagar à morte: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” 1 Co 15:55.

 Tomé precisava de uma prova para crer na ressurreição de Jesus. Por isso, Jesus apareceu para ele e disse uma das frases mais contundentes e maravilhosas da História que repercute até os nossos corações nos dias de hoje: “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram.” Jo 20:29.

 Em Cristo,

Pr. Flávio Alves



[1] OLIVEIRA, Marcelo de. Mensagens que transformam. São Paulo, Ed. 2009. Edição do autor. Pág. 93.

[2] CHAMPLIN, Russel Norman. O Antigo Testamento Interpretado: Versículo por versículo. Volume 7, dicionário, M-Z. 2ª Ed, São Paulo, Hagnos, 2001. Pág. 5163.

[3] THIESSEN, Henry Clarence. Palestras Introdutória à Teologia Sistemática.  Imprensa Batista Regular do Brasil, São Paulo, 2001. Pág. 238.

[4] OLIVEIRA, Pág. 95.

[5] SUASSUNA, Ariano. O Auto da Compadecida. Rio de Janeiro: Livraria AGIR Editora. 1975.

terça-feira, 26 de maio de 2020

A VERDADE QUE O MUNDO NÃO QUER OUVIR: JESUS CRISTO ESTÁ VOLTANDO!


A VERDADE QUE O MUNDO NÃO QUER OUVIR: JESUS CRISTO ESTÁ VOLTANDO!

Jesus Cristo vai voltar! Esta é a mensagem que ecoa mais forte quando olhamos para este mundo conturbado e sem solução. Não há dúvidas, estamos já na última hora do relógio de Deus: Filhinhos, esta é a última hora; e, assim como vocês ouviram que o anticristo está vindo, já agora muitos anticristos têm surgido. Por isso sabemos que esta é a última hora. 1 João 2:18. O mundo, os homens, a natureza e toda a criação já deram todos os sinais possíveis que a vinda do Rei se aproxima. A qualquer momento Jesus surgirá nos céus para “arrebatar”, isto é, tirar para si com rapidez e poder a sua Igreja que foi comprada e lavada no seu próprio sangue (I Co 15.23; I Ts 4.16,17). A verdade mais contundente e inconveniente para muitos é que estamos na hora mais propícia para a volta de Cristo.

O aumento das heresias, apostasia, decadência moral e espiritual das sociedades, a bagunça no clima e na natureza quer sejam naturais ou provocados pelos homens assinalam que chegou a hora. Precisamos manter viva a mesma expectativa dos tempos apostólicos: “Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo;” Tito 2:11-13.

Não preciso “sensasionalizar” este fato, a Bíblia não precisa da minha ênfase para ter mais força no que diz, ela é categórica: “(...) Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.” Atos 1:11. Você está preparado para este acontecimento? O mundo zomba da nossa esperança assim como zombavam de Noé e sua arca, até que sobreveio a tempestade e não puderam se salvar. A Igreja é hoje uma grande arca. O mundo de hoje está tão corrompido quanto o da época de Noé. A Grande Tribulação será muito pior do que o dilúvio foi para mundo. Mas, nós não precisamos temer: “Se somos crentes em Jesus Cristo, já passamos pela tempestade do Juízo. Ela aconteceu na cruz.” Billy Graham. Para isto a Bíblia nos assegura: “Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.” Malaquias 4:2.

Durante toda a História da humanidade vemos atrocidades, genocídios, injustiças, mentiras e iniqüidades que ficaram impunes. “Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo.” Malaquias 4:1. O mal terá um fim, e toda a terra verá a glória daquele a quem mataram numa cruz. A história caminha para este fim, ela não é cíclica como dizem alguns, ela é linear, possui começo, meio e terá um fim. C.S. Lewis disse que a hora em que o autor da peça entrar no palco do teatro é sinal de que se acabou o espetáculo! Por isso o Senhor Jesus ordenou João passar para a Igreja:

Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.
Apocalipse 22:20

Pr. Flávio Alves

domingo, 24 de maio de 2020

O QUE FAZER QUANDO SOMOS AFRONTADOS

O QUE FAZER QUANDO SOMOS AFRONTADOS

Imagine você habitar numa terra seca, e todo o seu fornecimento de água viesse de um poço que você cavou com muito trabalho. Agora, imagine se seus vizinhos chegassem e contendessem com você dizendo que este poço lhe pertence. O que você faria?
Provavelmente, entraria na Justiça se existisse, ou chamaria a polícia...Mas, isso aconteceu com Isaque, e sabe o que ele fez? Nada. Apenas se retirou daquele lugar e foi para outro.
Embora a perseguição continuasse, ele persistiu, confiando nas promessas de Deus para sua vida. Sua colheita foi extraordinária, seu crescimento espantoso. Porquê? Deus era com ele. "E partiu dali, e cavou outro poço, e não porfiaram sobre ele; por isso chamou-o Reobote, e disse: Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos nesta terra." Gênesis 26:22.
Existem momentos em nossas vidas que é necessário se calarmos e deixarmos Deus falar em nosso lugar. Confie no Senhor, Ele te fará crescer em meio á perseguição. Na verdade, as afrontas deles só servem para te tirar do lugar estreito para o largo. Servimos a um Deus que reverte as coisas ruins em nosso favor.

Pr. Flávio Alves

quinta-feira, 21 de maio de 2020

É correto usar objetos judaicos no templo evangélico?

É correto usar a Estrela de Davi, o Candelabro, a Arca da Aliança e outros objetos da Velha Aliança?

Minha opinião é:

A Igreja brasileira está adotando práticas judaizantes, e isto não é de hoje. Se for por questão de ornamentação não poderemos questionar a iconoclastia da Igreja Católica. Nós não temos a mesma aliança que os judeus tem com o Senhor Yahweh. Nós somos o Novo Israel de Deus, mas a aliança da Igreja de Cristo (Graça), não pode ser confundida com a aliança dos filhos de Abraão com Deus (Lei). São duas alianças diferentes, ou você está debaixo da Lei ou debaixo da Graça. 

A Igreja de Cristo não precisa de ornamentações israelitas em nosso meio, a não ser em cursos teológicos ou em palestras, onde se explica o simbolismo(tipologia) dos objetos sagrados que aponta para Cristo. Se temos Cristo, porque precisamos da sombra? Se temos Cristo porque precisamos de simbolismos da Velha Aliança! Estamos na Nova Aliança! 

Creio, que a intenção é o que vale, contudo, deve haver ressalva para que não judaizemos a Igreja de Cristo. Algo que o apóstolo Paulo tanto combatia. Minha conclusão é que estes símbolos são desnecessários e desvirtuam o verdadeiro cristianismo!

Afinal, somos pastores e não rabinos. Somos cristãos e não judeus. Não precisamos de circuncisão ou celebrar as festas judaicas. Respeitamos e admiramos, mas em Cristo toda a Lei e todos estes símbolos foram cumpridos. Resta-nos agora as lições para nos ensinar. Não podemos confundir a igreja de Cristo com uma sinagoga. 

Pr. Flávio Alves