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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Joquebe: Uma mãe heroína de muita fé


Joquebede: Uma mãe heroína de muita fé

“Agora, pois, minha filha, não temas; tudo quanto disseste te farei, pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa” (Rute 3:11).

Pr. Flávio Alves
Natal, quinta-feira, 25 de outubro de 2007.

Conselheira, orientadora, fortes, virtuosas, a rosa do jardim da criação de Deus... tantos adjetivos que resumem em uma única palavra: MULHER. As mulheres exerceram muitos papéis importantes na Bíblia. Quero apresentar alguma delas e o que você pode aprender com elas. Alguns pensam que as mulheres estão sempre em segundo plano. Mas, através da Bíblia poderemos ver que sem elas, os planos de Deus nunca seriam alcançados. Vemos Eva cedendo a tentação, mas através dela também viria a redenção. Deus sempre se utilizou de mulheres para cumprir a sua vontade. Um belíssimo exemplo foi Joquebede. 

O que você faria se o governo ordenasse a morte do seu bebê? Esconderia? Foi exatamente isso que Joquebede fez. Escondeu seu bebê durante três meses, mas quando ele começou a balbuciar, ela viu que não conseguiria escondê-lo por muito tempo. “Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio. Ex 2.3” Ela provavelmente sabia dos perigos que havia no rio Nilo. Havia crocodilos, algum barco poderia atropelá-lo, mas ela confiava no SENHOR. Ela sabia que Deus cuidaria de seu filho. Por isso, ela não o entregou ao Nilo para morrer, ela o entregou a Deus para viver.

Joquebede é um exemplo de Mãe

Quantas mães vivem aflitas com seus filhos! Preocupam-se demasiadamente com eles ao ponto de adoecerem. Minha mãe é uma dessas, de vez em quando fica enferma de tanto preocupar-se meu irmão desobediente. A verdade é que devemos aprender a confiar em Deus, assim como Joquebede confiava. Chegam momentos na vida de um casal que eles não conseguem mais controlar seus filhos. Isso geralmente acontece na adolescência. O período que a ciência chama de puberdade, os pais chamam de “perturbação”. É uma época de muita dificuldade para os jovens lidarem consigo mesmos, e com os “sobe e desce” dos hormônios. É uma época difícil para os pais, pois os filhos já não mais obedecem e respeitam a sua autoridade. É nesses momentos que devemos imitar Joquebede, tal como ela fez com Moisés, você deve entregar seu filho nas mãos de Deus. No rio da vida, somente o cesto de ensinos que a mãe e o pai preparam é que pode livrá-lo da morte. Se você tem um filho e não consegue mais controlá-lo e não obedece mais você, entregue-o ao SENHOR. Confie n’Ele, pois é Ele que vai conduzi-lo ao lugar certo. É Deus que vai livrá-lo do perigo e da morte. Em breve você verá as promessas se cumprirem na vida dele e na sua.

Quando você entrega seu filho, ou qualquer parente seu nas mãos de Deus, Ele faz coisas que nem você vai acreditar quando souber. Se Joquebede não colocasse Moisés no cesto e nas mãos de Deus, ele nunca chegaria aos braços da filha do Faraó, e conseqüentemente nunca seria o Moisés que conhecemos. 

Eu já tive uma experiência semelhante. Aceitei a Jesus aos sete anos quando pedia oração por meu pai que bebia muito. Desde aquele dia eu comecei a orar muito para ele se converter. Porém, ele continuava a beber. O entreguei nas mãos de Deus, confiei que Ele iria fazer a Obra completa no meu lar. Pois, só havia minha irmãzinha e eu como crentes em casa. Anos depois, minha mãe aceitou a Cristo. Mas, não ia á igreja, com medo de se confrontar com meu pai que era perseguidor dos crentes em Jesus. Muito sofri perseguido dentro da minha própria casa. Por algum motivo, todos os pastores e crentes eram preguiçosos e ladrões para ele, nenhum tinha valor. As perseguições aumentaram, porém eu nunca havia esquecido de que Deus prometeu salvá-lo, e que passasse o tempo que fosse, mas a Sua palavra não passaria, antes se cumpriria totalmente na minha vida. É interessante que quando nós recebemos uma mensagem profética que nos reanima, logo as coisas pioram. Quando pensamos que chegou a hora, a tempestade ataca com mais fúria. 

Mas, no dia 30 de outubro do ano retrasado, eu estava á procura de dois jovens pregadores amigos meus que se afastaram da Casa de Deus. Quando estava na casa de uma deles, antes mesmo que pudesse falar-lhe alguma coisa, o meu celular tocou. Eu não imaginava que enquanto eu estava trabalhando para Deus, Ele estava trabalhando por mim. Foi quando recebi a notícia que meu pai tinha aceitado a Cristo como Salvador. Passei meses pensando que estava em um sonho, pois Deus fez um milagre maior do que eu imaginava. Quando dentro da minha própria casa no Recife, Jesus se apresentou a Ele com um sol refulgente mais forte que o Sol e ele logo se rendeu como Saulo caído no caminho de Damasco. É assim que Deus faz, entregue seu parente nas mãos d’Ele e confie no cesto de suas orações, e a Providência divina se encarregará de levá-lo ao lugar exato que Deus quer para cumprir a vontade d’Ele na sua vida. 

Em Cristo, 

Flávio Alves.

sábado, 8 de maio de 2010

DEUS TAMBÉM É MÃE


Deus também é “Mãe”

O historiador judeu Flávio Josefo, tratando sobre o cerco e destruição de Jerusalém, conta que um soldado romano encontrou uma galinha totalmente torrada, numa posição como se estivesse chocando seus ovos. Quando a afastou com a espada, debaixo dela saíram assustados pintinhos. A conclusão óbvia é que o instinto “materno” falou mais alto. Mesmo diante do fogo destruidor, a galinha fez o que só uma mãe extremada pode fazer: preferiu morrer para salvar seus “filhinhos”.

Esse era o mesmo sentimento que havia em Jesus, quando comparou a Sua compaixão por Israel com o cuidado extremado de uma galinha: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mt 23.37).

Sendo Jesus o Filho de Deus, “o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser”, ali estava o próprio Deus se comparando a uma galinha (Hb 1.3). Por quê? Porque nenhum outro animal tem comportamento semelhante. Diante do fogo, qualquer outro animal foge. A galinha, quando tem de salvar seus pintinhos, mesmo em face da morte pelo fogo, não hesita. Do mesmo modo, Jesus não fugiu da raia quando teve de sofrer para nos salvar.

É, portanto, uma grande injustiça chamar de “galinha” alguém que, por mero mau-caratismo, não consegue ser fiel. Jesus, mostrando-se fiel à infiel Jerusalém, como uma “Mãe”, mantinha sempre as “asas” abertas oferecendo acolhimento a quem não merecia.

Nem sempre é fácil imaginar Deus numa perspectiva maternal. Sempre fomos acostumados à ideia de que Deus é Pai. Isso soa quase como um clichê numa cultura paternalista. Sendo assim, quando Deus resolveu Se revelar à humanidade, Ele o fez utilizando essa mesma visão cultural: nasceu como homem, viveu como homem, morreu como homem. E Jesus, o homem perfeito e sem pecado, deixou bem claro essa imagem paterna masculina de Deus, quando disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). Jesus se referiu ao templo como “casa de meu Pai”. Deus era “Aba”, seu “paizinho” querido.

Quando Filipe indagou de Jesus: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta”, Jesus lhe respondeu: “Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (Jo 14.8-10).

Não podia ser diferente numa cultura masculinizada e patriarcal. Mas essa imagem só tem razão de ser relativamente ao aspecto cultural. Porém, o próprio Jesus, ao tratar sobre a vida eterna, deixa claro que, no céu, não haverá essa divisão pela sexualidade: “Porque, na ressurreição, nem casam, nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu” (Mt 22.30).

Na eternidade, não haverá para nós, assim como nunca houve essencialmente para os anjos, nem para Deus, essa visão de macho e fêmea. Em Cristo, não há homem nem mulher, porque somos um só corpo (Gl 3.28). Deus é o “EU SOU”, o Ser Supremo, onde todos os outros seres encontram seu sentido e importância na Criação, porque Nele existimos e nos movemos (At 17.28). E ponto final!

Mas a grande verdade é que o próprio Deus, que Jesus chama de Pai, algumas vezes também se identificou como “Mãe”. Deus não vê problema em tomar emprestado da natureza os exemplos das mais extremadas mamães. Por isso, Ele evoca a imagem de uma águia, mestra na arte de ensinar a voar: “Como a águia desperta a sua ninhada e voeja sobre os seus filhotes, estende as asas e, tomando-os, os leva sobre elas, assim, só o Senhor o guiou” (Dt 32.11,12).

Quando estava muito zangado, Deus se comparava com uma “ursa, roubada de seus filhos” (Os 13.8). Quem brincaria com uma mãe ursa zangada?

Deus é Pai, bem mais pai que todos os pais. Deus é “Mãe”, bem mais mãe que todas as mães. Como está escrito: “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti” (Is 49.15).

Deus é Pai. Deus também é “Mãe”. Por causa do Seu Amor, todas as mães podem ter um Feliz Dia das Mães!


Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
Confira os artigos do Pastor Samuel Câmara, todas as semanas no jornal "O Liberal" -http://www.oliberal.com.br