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sábado, 11 de setembro de 2010

Um 11 de setembro que poucos se lembram

Um 11 de setembro que poucos se lembram


A pronúncia da data 11 de setembro dispara como um gatilho a memória ainda fresca de todos nós as imagens do ataque terrorista às Torres Gêmeas em Nova Yorque. Mas, poucos se lembram ou sabem a respeito de um 11 de setembro em que os EUA é o vilão da história. Trata-se do 11 de setembro de 1973.


Claro que a mídia não faz menção a respeito deste dia, porque infelizmente estamos no quintal dos EUA e poucos são os que ousam falar algo que contrarie o Tio Sam. Mas, a verdade é que os norte-americanos nem sempre foram estiveram como vítimas de um ataque terrorista. Eles também fizeram ataques terroristas no 11 de setembro.




Golpe militar e morte

Em 11 de setembro de 1973, com ostensivo apoio dos Estados Unidos, as Forças Armadas, chefiadas pelo general Augusto Pinochet, (homem acusado anos mais tarde de cometer crimes contra a humanidade) dão um sangrento golpe de Estado que derruba o governo de Salvador Allende no Chile. O golpe surpreendeu por sua rapidez e violência. Allende morreu quando as forças armadas rebeladas contra o governo constitucional atacaram o Palácio de La Moneda.
O golpe teve início na costa do oceano Pacífico, na cidade portuária de Valparaíso, de onde partiram tropas navais chilenas com destino a Santiago, enquanto vários vasos de guerra da marinha estadunidense estavam em alerta na costa do Chile, no limite de suas águas territoriais. Se tivesse havido resistência armada ao golpe de estado, o plano previa que os marines invadiriam o Chile, para "preservar a vida de cidadãos norte-americanos". Um avião WB-575 - um centro de telecomunicações - da força área norte-americana, pilotado por militares norte-americanos, sobrevoava o Chile. Simultaneamente 33 caças e aviões de observação da força aérea norte-americana aterrissavam na base aérea de Mendoza, na fronteira da Argentina com o Chile.
Cquote1.svgE foi assim que eles fecharam o país para o Mundo por uma semana, enquanto os tanques rolavam, os soldados arrombavam portas, o som das execuções pipocava dos estádios e os corpos se empilhavam ao longo das ruas e flutuavam nos rios, os centros de tortura iniciaram suas atividades, os livros considerados subversivos eram atirados a fogueiras, e os soldados rasgavam as saias das mulheres aos gritos Cquote2.svg

William Blum,Killing Hope, p. 215
Um ano depois o presidente Gerald Ford declarou à imprensa que aquilo os Estados Unidos fizeram no Chile "foi nos melhores interesses doPovo chileno e certamente nos nossos melhores interesses".

Ataque aéreo, torturas, assassinatos em massa (inclusive de brasileiros), foram promovidos por um governo financiado, apoiado e controlado pelos EUA. 
Este é o 11 de setembro que os norte-americanos não se lembram, mas os órfãos, parentes e amigos dos executados e assassinatos jamais se esquecerão.

Pr. Flávio Alves
fonte: Wikipedia.org


sábado, 13 de março de 2010

Referência a Deus no dólar é constitucional

Referência a Deus no dólar é constitucional



Um tribunal federal da Califórnia decidiu na quinta-feira, por dois votos a um, que as referências a Deus no dólar e no juramento de lealdade à bandeira dos Estados Unidos, recitado em algumas escolas públicas, não constituem um doutrinamento religioso por parte do Estado.
O caso foi levado à justiça por Michael A. Newdow, que considera as referências a Deus no juramento de lealdade e na moeda nacional contrários à Constituição americana.
"O juramento é constitucional", decidiu a corte a respeito da promessa solene que fazem todas as manhãs à bandeira os alunos de escolas públicas e que inclui a frase "One nation under God" ("Uma nação sob Deus").
A referência foi adicionada ao juramento em 1954 pelo presidente Dwight Eisenhower.
Em relação ao dólar, a frase "In God we trust" ("Em Deus nós acreditamos") está impressa em todas as moedas e cédulas americanas.
"O juramento serve para unir a nossa vasta nação com a recitação orgulhosa de alguns dos ideais sobre os quais se fundou nossa república e pelos quais continuamos lutando", afirmaram os dois juízes que decidiram contra a ação.

Da AFP Paris