Mostrando postagens com marcador Doutrina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Doutrina. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de maio de 2020

A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS


 A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.”
Atos 2:42

Antes de tudo precisamos definir o que significa a palavra “doutrina”, visto que durante muitos anos o povo evangélico cultivou um conceito errôneo da palavra doutrina. Muitos ministros ensinavam usos e costumes humanos como se fossem doutrina, deturpando o real significado da palavra. O termo “doutrina” deriva do latim Doctrina e se refere primariamente a um conjunto de ensinamentos, os princípios fundamentais de uma crença. E ciente disso podemos definir que a doutrina dos apóstolos se refere exatamente a este conjunto de ensinamentos que distinguiam a igreja primitiva recém inaugurada do judaísmo predominante. Era necessário que os apóstolos ditassem as novas normas e regras de conduta e fé que os nazarenos, como assim eram chamados, pudessem seguir.

Diante desta assertiva podemos identificar um tronco doutrinário comum enfatizado pelos apóstolos nos primeiros dias da Igreja de Cristo. Comparando com os dias atuais percebe-se um distanciamento da igreja evangélica da verdadeira doutrina dos apóstolos. Sem a sã doutrina uma igreja local pode facilmente se transformar em uma seita, comprometendo gravemente a salvação pessoal dos fiéis.

Mas, quais eram os pilares da doutrina apostólica? Quais os principais ensinamentos dos líderes da Igreja que eram indubitavelmente guiados e inspirados pelo Espírito Santo? São eles: A autoridade inquestionável das Escrituras; a divindade, encarnação, morte e ressurreição de Cristo; a necessidade do arrependimento para salvação do homem e a volta de Cristo.

A autoridade inquestionável das Escrituras:

Os apóstolos sempre abalizaram suas mensagens nas Escrituras. Quando Pedro se dirigiu à multidão que interrogava sobre a manifestação dos dons de línguas estranhas que a igreja falava após a descida do Espírito Santo, ele começou a explicação pela Palavra de Deus. E esse foi o padrão de todas as mensagens pregadas pelos apóstolos. A igreja de Cristo está abalizada na Palavra de Deus e não nas experiências humanas ou qualquer outro livro porque ela é:

a.       A maior fonte da revelação de Deus para a Humanidade. Sabemos que Deus se revela à humanidade através da natureza, da história e na consciência humana. “Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis;” Romanos 1:20. Sabemos também que Deus se revela de forma especial de acordo com sua insondável vontade e sabedoria. E dentre as formas d’Ele se revelar estão os milagres, as profecias, e as Escrituras. Sendo esta última o pêndulo que comprova ou não os milagres e as profecias.

A revelação da Palavra de Deus é superior aos milagres, pois o diabo também pode realizar milagres: ele fez a serpente falar no meio do Jardim do Éden (Gn 3.4), faz fogo descer do céu (Jó 1.16). E Satanás também pode prever o futuro com sua sabedoria (I Sm 28.8-20). E sobre esta passagem polêmica podemos afirmar que se trata de uma manifestação diabólica por alguns motivos: 1º Deus não permitiria que um ímpio inquietasse o sono dos justos. 2º O espírito disse que mais tarde Saul e seus filhos estariam com ele na morte. Saul cometeu suicídio, e sabemos que assassinos não está com os justos após a morte. 3º Feitiçaria é pecado abominável ao Senhor.

Portanto, a Palavra de Deus é a maior revelação de Deus para os dias atuais e está acima das profecias e dos milagres dos “profetas” que se levantam em nossos dias. Existe um hábito de muitos em declarar por vontade própria: “Eu vou profetizar agora” Isto é antibíblico, pois as Escrituras revelam que “... a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” 2 Pedro 1:21. As profecias precisam passar pelo crivo da Palavra de Deus. E muitos estão se perdendo por dar mais créditos a essas “profecias” e “revelações” místicas do que a própria Bíblia Sagrada.

b.      A única fonte de regra, conduta e fé da Igreja: Pois, somente ela possui genuinidade, credibilidade, canonicidade e inspiração. “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;” 2 Timóteo 3:16. O livro de mórmon, o Livros dos Espíritos de Alan Kardec, os escritos de Ellen Whitte, ou o Al corão não estão a pé de igualdade com a Palavra de Deus. Ela é mais atual que o jornal de amanhã, escrita num período de três mil anos, por cinqüenta escritores diferentes em quatro continentes, cuja maioria não se conheceram entre si possui uma harmonia comparada a uma grande orquestra comandada por um só maestro, o Espírito Santo, tocando a sinfonia do amor de Deus pela humanidade e enaltecendo a Jesus Cristo como seu início e fim!

c.       A maior e mais poderosa fonte de doutrina: Nenhum comentário bíblico, nenhum tratado de teologia, ou escritos de doutores é mais poderoso do que a Palavra de Deus. “É nela que encontramos os ensinamentos puros que regram a nossa caminhada cristã. Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.” Salmos 119:105. Se algum ensinamento de quem quer que seja contrariar a Palavra de Deus deve ser rechaçado e expulso de nosso meio. “Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” Tito 2:1.


d.      A doutrina dos apóstolos não deve ser confundida com a doutrina de homens:

Muitos confundem os usos e costumes humanos com a verdadeira doutrina dos apóstolos. A primeira se refere a dogmas culturais que variam de local, nacionalidade, regionalidades e época. A segunda é insubstituível e trata-se dos ensinamentos inegociáveis que fundamentam o cristianismo. Alguns líderes querem impor sobre a igreja sua forma de ver e pensar como se fossem doutrina bíblica. E muitas vezes se utilizam de trechos isolados e mal interpretados para abalizarem seus pensamentos. Questões como o que se deve comer, vestir ou usar são muitas vezes transformadas em jugo pesado que nem os próprios líderes conseguem carregar. A Bíblia se refere a esta questão da seguinte forma:

Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que é que vocês, então, como se ainda pertencessem a ele, se submetem a regras:
"Não manuseie! " "Não prove! " "Não toque! "?
Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos.
Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne. Colossenses 2:20-23 (NVI)


e.       Quem pensar em negociá-la estará perdendo a própria salvação:

A igreja cristã europeia tem pago um alto preço por ter aberto mão dos seus princípios e da doutrina dos apóstolos com sua teologia liberal. Assim, belíssimos templos com séculos de existência tem se transformado em bares, restaurantes e até mesquitas. O NT traz duras verdades para que não cuida da dourina dos apóstolos: “Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho.”
2 João 1:9

É por isso que o apóstolo Paulo exorta ao seu filho na fé Timéteo a perserverar na doutrina: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem." 1 Timóteo 4:16

f.   A apostasia é sinal dos últimos dias: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;” (2 Timóteo 4:3) Precisamos, acima de tudo ter a mesma postura de Nabote para com sua vinha quando se trata deste pilar que sustenta toda a nossa Fé. Com a doutrina dos apóstolos nós não negociamos, vendemos ou trocamos. Temos que permanecer fiés até o fim.


Pr. Flávio Alves

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Houve um tempo












Houve um tempo em que os crentes gostavam de orar. Nessa época eles murmuravam pouco, por falta de tempo e de oportunidade e não perdiam nenhum ensejo para apresentar sua adoração, sua oração e sua intercessão diante do Trono do Pai.


Houve um tempo em que os cultos não eram um espetáculo, senão um cenáculo espiritual.


Houve um tempo em que os pastores se dedicavam à leitura da Palavra. Eles não se envolviam com política, nem secular nem eclesiástica. Eles não viviam obcecados por títulos e cargos, quer na sua comunidade, quer no âmbito nacional.


Houve um tempo que as Convenções eram convocadas para que os obreiros mais jovens ouvissem estudos bíblicos e experiências notáveis dos mais antigos, e assim eram fortalecidos e robustecidos: na fé e no ministério. Nesse tempo, ir a uma reunião convencional era um grande sonho, uma ardente paixão, um negócio de Deus.


Houve um tempo em que os presidentes não eram ditadores e os líderes não eram senhores de engenho. Todos viviam mergulhados no mar da graça misericordiosa do Senhor Jesus.


Houve um tempo a Casa de Deus não parecia com um sindicato, por ser exatamente uma assembléia dos santos.


Houve um tempo em que não havia nas igrejas círculo de oração, porque todos os crentes oravam, e não apenas uma meia-dúzia de irmãs abnegadas e de total renuncia.


Houve um tempo em que os jovens crentes não se enamoravam de senhoritas ímpias e assim o vírus do jugo desigual não se inoculava nos arraiais dos santos.


Houve um tempo em que não se cantava nem se pregava por dinheiro e assim a inspiração fluía sem tropeços, o púlpito não era balcão de barganhas e nem de aplausos para homens, porque o louvor se destinava exclusivamente a Deus.


Houve um tempo em que os cultos não eram shows, os ministros não eram artistas e os santos de Deus não eram galera.


Houve um tempo em que os compositores de hinos não eram sacoleiros, os cantores não tinham empresários e os pregadores não eram galãs.


Houve um tempo em que os crentes não deixavam de ir aos cultos por causa das novelas, as crianças não deixavam de ler a bíblia por causa dos videogames e os adolescentes não deixavam de jejuar por causa das lan-houses.


Houve um tempo em que jovens crentes se respeitavam mutuamente e deixavam as práticas de intimidade sexual para depois da cerimônia de matrimônio no altar sagrado.


Houve um tempo em que as moças crentes casavam virgens, os rapazes crentes eram abstinentes e os motéis não eram jamais por eles visitados.


Houve um tempo em que falar mal dos pastores era abominação e ser infiel a Deus era apostasia.


Houve um tempo em que se pregava a misericórdia, o perdão, o arrependimento e o juízo de Deus.


Houve um tempo em que a letra sacra dos hinos inspirados não era abafada pelo barulho ensurdecedor das baterias.


Houve um tempo em que os Congressos eram selados com batismo com o Espírito Santo e não com jogo de luzes, bem ao estilo Holywood.


Houve um tempo em que não se pagava para ir a um evento evangélico, porque os pregadores e cantores não eram artistas.


Houve um tempo em que "os mais belos hinos e poesias foram feitos em tribulação" e os que os apresentavam ao público jamais sonharam com paradas de sucesso.

Houve um tempo em que ser pastor dependia basicamente de um chamado, uma vocação, um compromisso e um testemunho público perante a Noiva do Senhor Jesus.


Houve um tempo em que os itinerantes, especialmente aqueles que nunca pastorearam, respeitavam os pastores e se maravilhavam com o seu diíicil e árduo labor.


Houve um tempo em que ganhar almas era um dever de cada membro da Igreja e excluir um membro da Igreja era uma tarefa dolorosa, sempre recebida com muita tristeza e temor.


Houve um tempo em que os pastores de Jerusalém não excluíam os membros dessa igreja porque visitaram a de Antioquia.


Houve um tempo em que mentir era pecado em qualquer lugar. Na Casa de Deus, então, era totalmente inaceitável.


Houve um tempo em que os líderes se respeitavam e se amavam; não se devoravam mutuamente.


Houve um tempo em que os peixes eram buscados lá fora, em alto mar, e não no aquário do vizinho mais próximo.


Houve um tempo em que as igrejas cresciam, devido aos batismos em águas e não às muitas cartas-de-mudança emitidas em seu favor.


Houve um tempo em que as congregações não eram agências de empregos, isto é, não se oferecia vantagens para quem a elas aderisse.


Houve um tempo em que não se trocava um cartão de membro em uma igreja por uma vaga no diaconato noutra.


Houve um tempo em que rebelião não era algo chic. Era uma ofensa profunda à santidade de Deus e quem a praticava era dito pertencer a Satanás, o pai de todas as rebeliões.


Houve um tempo que as senhoras idosas não ensinavam as mais jovens a desobedecerem seus maridos e assim as famílias eram mais estáveis.


Houve um tempo em que, no ato do convite para a salvação, não se chamava os pecadores de irmãos, e, sim, de amigos.


Houve um tempo em que ser humilde não estava fora de moda e ser simples não merecia agressões.
Houve um tempo em que ser fariseu soava estranho na Casa de Deus e jamais se veria ao menos um deles ser condecorado.

Houve um TEMPO em que jamais se sonhava que haveria UM OUTRO, tão diferente dele, que nem se poderia imaginar.


Gesiel Gomes