segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Notícias Missionárias: Paquistão

Pastor e membros de igreja são mortos a tiros no Paquistão
  
 No dia 15 de julho, 12 homens encapuzados assassinaram cinco cristãos que saíam de sua igreja, dois meses após os líderes receberem cartas com ameaças de um grupo extremista muçulmano.

O pastor Aaron John e os membros da igreja Evangelho Pleno, Rohail Bhatti, Salman John, Abid Gill e Shamin Mall saíam da igreja após uma reunião para discutir questões de segurança por causa das ameaças que haviam recebido, conta o filho do pastor, Shahid John.

“Quando saímos da igreja, doze homens atiraram contra nós”, conta Shahid John, que sobreviveu ao ferimento à bala em seu braço. “O medo dominou a área. A polícia chegou 45 minutos após o incidente, e esperamos mais 45 minutos até a ambulância chegar”.

Além de Shahid John, mais cinco pessoas ficaram feridas durante o ataque.

Em maio, os líderes da igreja receberam uma carta do grupo extremista Sip-e-Sahaba, alertando os cristãos a deixarem a área, diz Kiran Rohail.

Os grupos extremistas Sip-e-Sahaba e Tehrik estão ligados à madrassa (escola muçulmana) local, e os alunos têm ameaçado a igreja desde 2008.

Os homens encapuzados tinham a mesma aparência física de jovens, como os alunos da escola, e a maneira como atacaram indicou que eles eram extremistas treinados.

O pastor John e Bhatti relataram as ameaças dos dois últimos anos para a polícia, mas os oficiais não os levaram a sério.

No dia 15 de julho, o pastor convocou uma reunião para discutir medidas de segurança, conta sua viúva Naila John. A reunião terminou por volta das 19h30, quando eles saíram do templo e foram baleados.

“Nenhum boletim de ocorrência foi registrado, por causa da pressão dos grupos muçulmanos. A polícia coletou nossos depoimentos, mas não tomaram mais nenhuma atitude”.

Uma fonte do governo confirmou as mortes dos cristãos, e acrescentou que a pressão dos muçulmanos impediu que a mídia relatasse o caso.

A igreja foi aberta em 1988, e o pastor John a liderava desde 2001.


Tradução: Missão Portas Abertas

Segundo o portal, o Paquistão ocupa o 14º lugar do ranking de países onde os cristãos são mais perseguidos no mundo.

HOMILÉTICA "A Arte da Pregação Evangélica" Parte VIII

Símbolos Bíblicos

ÁguaRegeneração, Palavra de Deus (Jo 3.5; 4.10,11; Ef 5.26) Nações, Raças, Povos e Línguas (Ap 17.15).
LuzVerdade, sabedoria, gozo, glória e pureza de Deus, felicidade (Sl 104.2. Jo 12.35; I Tm 6.16; II Co 4.6; II Pe 1.19).
TrevasMentira, Ignorância, cegueira espiritual (Mt 6.23; I Jo 1.6).
MontanhaGrandeza e estabilidade (Is 2.2; Dn 2.35).
Fragilidade, fraqueza e finitude dos homens (Gn 2.7; Jó 30.19; Ec 3.20).
RochaFortaleza, abrigo, refúgio, Deus, Cristo (Dt 32.31; I Sm 2.2; Sl 2.3; 61.2;Mt 7.24; Rm 9.33;I Pe 2.8).
Fogo Simboliza juízo (Gn 19.24), a presença de Deus (Ex 3.2; 13.22), aprovação divina (I Rs 18.38), o próprio Espírito Santo (Lc 3.16), a palavra de Deus (Jr 23.29).
Vento Espírito Santo (Jo 3.8), guerras (Jr 51.1-5).
ÁrvoresAltas simboliza os governantes, as baixas simbolizam o povo (Ez 17.24).
AmendoeiraSimboliza a fidelidade de Deus em cumprir sua palavra (Jr 1.11-12).
TrigoSimboliza prosperidade (Gn 27.28) ou os verdadeiros salvos (Mt 13.25).
EstrelasPregadores do Evangelho (Dn 12.13), Anjos (Ap 12.3).

 
Chifre Força, poder, rei e reino (Ap 17.12).
Dragão e serpente Satanás, diabo (Ap 12.9).
Águia Poder, visão mais penetrante, movimento para um lugar mais alto (Dt 32.11-12).
Azeite Fortaleza pela unção dá vida e força pelo Espírito de Deus (Tg 5.14).
Cálice Símbolo de luxúria provocante (Ap 17.1), ritos idólatras (I Co 10.21) e também uma porção que cabe á alguém (Ap 14.10).

Para rir um pouco...

HOMILÉTICA "A Arte da Pregação Evangélica" Parte VII


















Figuras de Linguagem


Relataremos apenas as principais figuras de linguagem, pois são muitas que não convém tratarmos exaustivamente, pois isso compete à Hermenêutica.


SÍMELE: Trata-se quando se compara algo com outro totalmente diferente, mas que possui alguma semelhança. Exemplos: Salmos 42.1:Assim como o cervo brama pelascorrentes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!“.


MATÁFORA: Ocorre quando se faz uma comparação sem o uso de uma preposição. Exemplo: Gn 49.14 Issacar é jumento de fortes ossos, deitado entre dois fardos.” Jo 6.35 “Eu sou o Pão da Vida”. Nota-se a ausência do como, mas percebe-se que ele está embutido ou oculto na frase. Isto é, Isaacar não é literalmente um jumento, nem o próprio Jesus é um pão, mas como um jumento e como um pão, respectivamente.

PLEONASMO: Ocorre quando se usa palavras redundantes, palavras desnecessárias. Ex.: Gn 40.23: ”O copeiro-mor, porém, não se lembrou de José, antes se esqueceu dele.” Você pode perceber que as duas palavras grifadas possuem o mesmo significado, mas foi posto propositadamente, a fim de enfatizar o esquecimento do copeiro para com José.

HIPÉRBOLE: Ocorre quando há um exagero no sentido das palavras para dar maior força, maior impressão, para mais ou para menos, a fim de apresentá-la viva á imaginação. Ex.: João 21.25:”Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem.”

IRONIA: Ocorre quando se fala ou escreve algo, desejando dizer o contrário do que se diz ou escreve. A mais famosa ironia bíblica está em I Rs 18.27: “...porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem;porventura, dorme e despertará”.


PARÁBOLA: É uma palavra grega que significa “colocar ao lado de”, e leva a idéia de colocar a idéia ao lado de outra com o objetivo de comparar. E nos traz grandes verdades espirituais através de coisas materiais. Para interpretar alguma parábola você deve ter em mente: que não se deve abandonar o conteúdo do texto, a causa da clareza e riqueza da figura, e não se deve fazer a parábola dizer mais do 
realmente o autor quer expressar ao usá-la. Eis alguns passos para interpretar e uma parábola:

1.    Determine o auditório. Jesus está falando aos escribas e fariseus, ás multidões, ou aos discípulos?

2.    Examine cuidadosamente o contexto da parábola, a fim de identificar o assunto da parábola, ou onde ela está inserida.

3.    Veja se a parábola se divide em várias cenas, ou o começo, meio e fim da estória.

4.    Determine que única decisão ou reação os ouvintes foram levados a tomar quando ela foi contada.

5. Discirna quais temas teológicos que a parábola afirma ou ensina. Isto é, identifique o ensino e propósito da parábola.

EUFEMISMO: Ocorre quando se usa uma palavra mais amena em lugar de uma mais dura ou pesada. Exemplos:

Quando se fala da MORTE:
“Abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados” (Mt 27.52) Aqui a morte foi é comparada a “dormir”, visto que quem dorme, despertará.

Quando se fala de SEXO:
Em hebraico, a palavra usada para as relações sexuais é traduzida por “conhecer”, mas também existem outros termos: ”deitar, chegar-se, tocar, possuir, conhecer, ajuntardes”.
“Eu já ontem à noite me deitei com meu pai...” (Gn 19.34).

Quando se fala de DEUS:
Os judeus evitavam falar o nome de Deus:
“Nenhuma autoridade terias contra mim, se de cima não fosse dado” (Jo 19.11).


PROSOPOPÉIA: Ocorre quando se atribuem características humanas a seres coisas ou objetos. Ex.:”cantai alegres, vós, ó céus...vós montes retumbai com júbilo; vós também, bosques e todas as árvores em vós...” (Is 44.23).

SÍMELE: é uma comparação expressa. Utiliza as palavras; semelhante, como, etc... Enfatiza a semelhança entre duas idéias, objetos, ações, etc. O sujeito e a coisa com a qual ele está sendo comparado, são mantidos separados.

Ex.: Jer.23:29 - "Não é minha palavra como fogo...
                                      minha palavra como martelo...


Todos estes conhecimentos são válidos na hora de se interpretar qualquer texto bíblico.


Em Cristo, 


Pr. Flávio Alves

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Jesus pode ter nascido dia 17 de junho


JESUS CRISTO PODE TER NASCIDO NO DIA 17 DE JUNHO


Para alguns, O Natal é uma época qualquer do ano. Para outros marca a celebração máxima do cristianismo. Interpretações à parte, todos nós aprendemos, seja na escola ou na família, que Jesus nasceu em 25 dezembro. No entanto, uma nova pesquisa, desta vez realizada pelo astrônomo 
australiano Dave Reneke, sugere que Jesus não nasceu em dezembro e sim em 17 de junho.


O estudo de Reneke, diretor da conceituada revista Sky and Telescope e diretor do Observatório de Port Macquarie, se baseia na informação contida no Evangelho de Mateus, que descreve o surgimento de "estrela" como sinal do nascimento de Jesus. Utilizando um moderno programa de computador capaz de reproduzir o céu há milhares de anos, Reneke concluiu que a "Estrela de Natal", que segundo a Bíblia teria guiado os Três Reis Magos até a Manjedoura, era na realidade a conjunção espetacular entre Júpiter e Vênus, ocorrida dois anos e seis meses antes.
Não existe um consenso entre os pesquisadores sobre a data exata em que Cristo nasceu, sendo geralmente estimada entre 3 aC (3 anos antes) e 1 dC (1 ano depois).


Alinhamento

"Júpiter e Vênus chegaram muito perto, refletindo muita luz. Naturalmente não se pode afirmar com total certeza que esta era a estrela de Natal descrita na Bíblia, mas até o presente momento esta é a explicação mais aceitável que já vi sobre isso", disse Reneke em entrevista à BBC Brasil.

O alinhamento a que o astrônomo se refere é similar ao ocorrido no início de dezembro, quando Júpiter e Vênus ficaram muito próximos, com a diferença que em 17 de junho de 2 aC os planetas estavam tão juntos que parecia um único objeto. "A astronomia é uma ciência muito precisa. Através de cálculos é possível apontar exatamente onde estavam os objetos no céu e existe uma grande possibilidade que esta conjunção possa ser a estrela descrita por Mateus".
Outras teorias especulam sobre a Estrela de Belém ser um cometa ou uma supernova, causada pela explosão de uma estrela, mas até hoje não foram devidamente comprovadas.


Sem Polêmicas



De acordo com Reneke, sua pesquisa não deve ser vista como uma tentativa de contestação religiosa. "É apenas uma pesquisa astronômica. Quando misturamos ciência e religião sempre haverá a chance de irritar ou magoar as pessoas. Neste caso, o resultado pode até servir para reforçar a fé, uma vez que mostra que realmente havia um grande objeto brilhante no céu no momento certo".

Antes dos estudos de Reneke, muitos teólogos também contestaram a data atribuída ao nascimento de Jesus. Isso porque o Novo Testamento diz que quando Cristo veio ao mundo, os pastores cuidavam de seus rebanhos à noite e ao ar livre. Segundo os teólogos isso seria inviável em dezembro, uma vez que o inverno israelense é muito rigoroso.


Nota do Apolo11


Este não é um artigo religioso, mas científico, onde um pesquisador tenta correlacionar uma data conhecida a um evento astronômico. As palavras que possam representar citações religiosas são necessárias dentro do contexto histórico a que se refere o artigo.


No topo, concepção artística mostra os três Reis Magos sendo guiados pela Estrela de Belém. No detalhe o astrônomo Dave Reneke. Créditos: Marvels Free Photo Powerpoint Backgrounds/Dave Reneke.


Direitos Reservados
Ao utilizar este artigo, cite a fonte usando este link: 
Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/curiosidades.php?posic=dat_20081211-091705.inc

quinta-feira, 29 de julho de 2010

I Seminário Bíblico de Escatologia na AD Filadélfia


Entrega dos Certificados de participação do seminário.

HOMILÉTICA "A Arte da Pregação Evangélica" Parte VI

Hermenêutica Básica (continuação)

Também é bom lembrar que existem diferenças no sentido das palavras de contexto para contexto. Como a palavra “mundo”: em João 3.16, está escrito que Deus amou o “mundo”...e em I João 2.15 as Escrituras nos recomenda que não devemos amar o ”mundo”. A explicação pode ser encontrada em um dicionário teológico, ou comentário bíblico. Vejamos o que um dicionário gratuito virtual nos diz:

Mundo:"1) A terra (Sl 24.1). 2) O conjunto das nações conhecidas (1Rs 10.23). 3) A raça humana (Sl 9.8; Jo 3.16; At 17.31). 4) O universo (Rm 1.20). 5) Os ímpios e maus, que se opõem a Deus (Jo 15.18) e têm o Diabo como seu chefe (Jo 12.31). 6) Os habitantes do Império Romano (Lc 2.1)."


 
         Certas palavras bíblicas têm um significado técnico específico, como “sacrifício” que possui um significado teológico bastante amplo. Também existe termos cuja etimologia é importante ou instrutiva. Como por exemplo, a palavra “poder” que possui pelo menos cinco significados originais: 

1) Ez 29.21-qeren:Um chifre de um animal; símbolo de poder, força e vitória [os 4 cifres do altar simbolizam a poderosa presença de Deus( Lv 4.7;9.9]. 

2) Mc 3.15-exousia: autoridade ou direito para agir, autoridade, privilégio, capacidade, autoridade delegada. Exousia é a autoridade para usar dunamis, “poder”. 

3) At 4.33-dunamis: energia, grande habilidade, poderio. [pode se comparar a dinamite.

4) I Tm 6.16 -kratos: domínio, força, poder manifesto [refere-se ao poder dominador de Deus sobre o Universo].

5) Ishurus: Força física.



Que grandes lições poderemos tirar desse estudo etimológico ! Será de grande utilidade o pregador ter conhecimentos básicos do grego e hebraico.

REGRAS RESUMIDAS PARA UMA BOA INTERPRETAÇÃO:


ORE, POIS A BÍBLIA É O ÚNICO LIVRO QUE VOCÊ LER COM O AUTOR DE LADO.

2º TENHA SOMENTE A BÍBLIA EM MÃOS, POIS A BÍBLIA É A SUA PRÓPRIA INTÉRPRETE.

EM UM LUGAR CALMO, SEM O RISCO DE INTERRUPÇÕES: LEIA, CONCENTRE-SE, RELEIA E REPITA O TEXTO.

ANALISE CADA PALAVRA NO SEU SENTIDO USUAL E COMUM.

ANALISE CADA PALAVRA COM A FRASE DO TEXTO.

ANALISE CADA PALAVRA COM O TEXTO INTEIRO, OU SEJA, O CONTEXTO.



QUEM ESCREVEU? PARA QUEM ESCREVEU? COM QUE PROPÓSITO ESCREVEU? E O QUE ISTO QUERIA DIZER PARA OS LEITORES ORIGINAIS?


VEJA SE NO TEXTO EXISTEM PALAVRAS DE SIGNIFICADO TEOLÓGICO, SIMBOLÓGICOS, CULTURAIS OU FIGURAS DE LINGUAGEM, QUE ESTUDAREMOS AGORA.