quinta-feira, 11 de julho de 2013

Futuro incerto?




Nossa vida é como desenho na areia do mar.
O futuro produz inquietude diante das incertezas.
Ansiedade insana de que não conhece o amanhã.
Como ensinou o bom Mestre, nada podemos alterá-lo.

Gravados em tábuas de Pedra.
Não há como re-esculpir.
As mãos que pesou os oceanos foi quem as delineou,
não erra nem um milímetro sequer, 
perfeição é seu sobrenome.

Diante dos olhos do Supremo Arquiteto,
tudo já está projetado, funcionando. 
Dará o fim pré-determinado.
Nada jamais fugiu, nem pode fugir do seu Eterno controle.

Coração que se angustia, 
mente que se perturba,
a fé deve brotar,
como ave fênix ressuscitar.

Pois, nos seus inalteráveis desígnios há segurança.
Certeza nascente de uma alma serena,
que descansa nos braços do seu Pai.
Confiando inabalavelmente que o Seu futuro,
foi escrito, determinado e abençoado por quem mais lhe amou!

Flávio Alves

domingo, 7 de julho de 2013

Apascenta as minhas ovelhas

       
Louvado seja o nosso Deus e o Senhor Jesus Cristo, por mais um ano de muitas lutas e vitórias que Ele nos tem concedido. São quatro anos de muito aprendizado e crescimento espiritual. Fomos bombardeados de todos os lados pelas forças das trevas através dos seus instrumentos do mal. Mas o escudo da fé suportou os ataques (Ef  6.10) , a espada do Espírito cortou todos os laços de Satanás e o bálsamo de Cristo sarou nossas feridas. Enfim, vencemos!
Costumo pregar o que eu vivo ou desejo vivenciar. Por isso, o nosso Deus me mostrou este tema, vejamos como está escrito este texto bíblico: 

Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se por ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: apascenta as minhas ovelhas. João 20.17

Eu me identifico com este versículo. Quando dentro de um veículo ouvi através de uma música que me fizeram correr as lágrimas: “apascenta a minha grei”. Eu ouvi a voz do meu bom mestre naquele momento. 
Tudo era confirmado em quase todos os lugares que eu chegava. Nunca pedi para ser pastor. Mas, nascia em mim este desejo de ajudar a Obra do Bom Mestre. 
Ser pastor não é fácil. A tarefa é muito mais difícil do que muitos pensam. As pressões sufocam, as intrigas entre ovelhas inquietam. Impossível agradar a todos. Os anseios são tantos e somos tão limitados que se esquecemos de nós mesmos. O peso nos esmagaria se o dono do rebanho não nos tivesse treinado antes para carrega-lo. 
Pastor é psicólogo, terapeuta, líder, pai, médico e advogado. Tudo isso ainda é pouco para o que somos exigidos na labuta de cada dia. Somos sempre julgados, raramente compreendidos. Contudo, somos obrigados sempre compreender.
Frustrações são colecionadas em nossas estantes de amargura, como troféus de um ofício de dores. Investimos em pessoas que nem sempre correspondem nossas expectativas; honramos quem muitas vezes nos apunhalam pelas costas e sai como se nada tivesse feito. Carregamos as marcas de Cristo (Gl 6.17).
Esse é o ofício desejado de pastor. Não tem salário. Tem preço a se pagar. Nem sempre ouvi-se aplausos, mas pedras que se nos lançam. Todos querem a cadeira, mas não o cajado. São nesses momentos de dor e angústia que eu ouço  mansamente, a voz do sumo pastor: “Apascenta as minhas ovelhas”.
“Se tu me amas Pedro, apascenta as minhas ovelhas.” Era isso que Jesus falava a Pedro. Mas, Mestre, é tão difícil. “O amor que tu sentes por mim, te constrange a cuidar do que é meu, até que eu volte. Eu confio a ti este trabalho. Apascenta as minhas ovelhas. “ Eu quero entregar as ovelhas da Filadélfia nas mãos furadas do meu Senhor.

Flávio Alves

terça-feira, 28 de maio de 2013

TODOS ATRAIREI A MIM

TODOS ATRAIREI A MIM
draw all men unto me


E eu, quando for levantado na terra, todos atrairei a mim. João 12.32

Estas foram palavras de Jesus. Na ocasião alguns gregos pediram aos discípulos para ver Jesus. Esta frase provoca em mim um aperto no coração. Pois, vejo que o Mestre estava se referindo à sua cruz. O momento mais intrigante da História que consistia na sua missão.

"Para isto vim." Disse Jesus. Ele sabia da sua missão, de como haveria de cumpri-la. O quão iria sofrer como prova do amor que possuía pela degenerada raça humana. Não consigo ler estas palavras e pensar que Ele não sabia que iriam matá-Lo. João foi o discípulo que mais apresentou o Mestre como aquele que sabia quando, onde e como iria morrer. O que me dói, é saber que os homens hoje não compreendem por quem e por que Ele morreu.

Num dia em que as nuvens negras cobriram os céus de Jerusalém, e o alvoroço tomou conta da cidade. Um homem exclamava do alto de uma cruz. A multidão se apertava para vê-lo. Os soldados empurravam para contê-la. Até os sacerdotes foram até lá para ter a certeza do que fizeram. Todos olhavam para a cruz do meio. Todos exceto Deus Pai. Sim, o Deus Pai abandonava a Jesus como Filho para assentar-se como juiz. Como a dívida seria paga se não fosse assim?

Todos corriam para assistir o espetáculo. Ali estava o ser humano mais perfeito que já existiu.  Também o mais forte, pois tendo o poder de destruir seus inimigos, preferiu perdoá-los. O maior de todos os mestres, estava dando a sua última e mais importante lição. O sangue mais inocente já derramado, escoava do alto do madeiro lentamente. O sol escondia o brilho ofuscante para não queimar mais ainda a pele dilacerada do Filho do homem.

Ali estava a mais perfeita expressão de amor. O mais profundo e inexplicável silêncio, rompido apenas pelas sete declarações enigmáticas. Ele tinha sido levantado na terra. O príncipe deste mundo não conseguiu impedi-lo. Até os cruéis soldados romanos se curvavam diante dele, com olhos estatizados não conseguiam parar de olhar para Ele. 

Todos eram atraídos por Ele na Cruz. 

A palavra grega traduzida como atrair foi "holkuo", que também significa arrastar. Eu confesso, sou arrastado aos seus pés por causa do seu amor. Minha mente é arrastada pelo impressionante e majestoso plano traçado no inimaginável da eternidade pelo engenheiro das nossas almas. Seus gestos mais simples, suas pisadas mais doloridas, seu sangue mais vivo e seu olhar tão penetrante literalmente me arrasta para perto d'Ele. 

A pergunta sai pelos lábios dos menos sábios sem ressalvas: "Por quê?" Se Ele podia largar tudo, se Ele podia desistir e destruir a todos e recomeçar quantas vezes quisesse, por quê sofrer? Nem as águas do Amazonas podem se comparar ao rio de revelações que podem fruir desta pergunta. Deus se fez homem,  para morrer pelos homens, para salvar aos homens.   

Nenhuma frase ou livro é capaz de resumir os mistérios da sua graça revelada naquela cruz. É esta mensagem cativante que devemos pregar. O Cristo da Cruz atrai as pessoas a Ele mesmo, não a nós. Miseráveis pecadores incumbidos de levar homens também a Ele. Não pode ser a nossa música o atrativo das multidões. Nem nossos cantores ou a fama dos pregadores. Não é o status do título evangélico. Não são as benesses que podemos receber dele. É unicamente, maravilhosamente, Jesus que deve ser o atrativo.


Igrejas cristãs sem Cristo

É o que vejo atualmente. Querem atrair as pessoas para as igrejas por que tem o melhor louvor, por que são melhores, por são mais ricas ou lá você pode ficar rico. Tenho uma verdade inconveniente para falar: Jesus é maior que os artistas gospeis, pois transforma as pessoas ao invés de entreter. Ele é maior que os pregadores dos Gideões que pregam para aparecer. Ele é mais eloquente do que nossos teólogos, pois fala à alma e não somente ao cérebro. Jesus é maior do que tudo e do que todos. Preguemos Jesus. Nossas denominações não podem atrair mais do que o nome Jesus. Nossa eloquência não podem ecoar mais alto do que as palavras de Jesus. 

Basta de ouvirmos em nossos púlpitos: "Eu profetizo!", "eu determino", "eu não aceito"...Precisamos ouvir: "Jesus disse. "

Pregadores, deixem Jesus falar. É Ele que deve atrair. "Arrastar" multidões à Ele, à sua Cruz, à sua voz, ao seu sacrifício. 

Meu Deus! Faze-nos regressar outra vez, Senhor! Aos teus pés unicamente. Pois, eu fui atraído e arrastando para Ti. Somente para Ti.

Em oração,

Pastor Flávio Alves

terça-feira, 23 de abril de 2013

Compreenda sua Grandeza

Nos âmbitos humanos, é necessário compreendermos que nem todas as pessoas aceitarão nossa forma de ser, no estilo de ministério, nem a chamada de Deus para nossas vidas. Como para a família de José, ele era apenas um sonhador, mas Deus o via como governador. Para os irmãos de Davi ele não passava de um pastor, para Deus ele era o maior Rei de Israel. Para os conterrâneos de Jesus, ele não passava de um carpinteiro. Assim acontece ainda hoje.

Nem todos compreendem a nossa grandeza. 

Existe uma grandeza e um chamado que Deus, ao nos criar, depositou em nós. Não podemos se ensoberbecer. Mas, não podemos confundir humildade com auto-desprezo. Isso é compreender sua própria grandeza. A paz!

terça-feira, 26 de março de 2013

Pular, rodopiar e marchar são legítimas manifestações pentecostais?

Quero apenas conversar sobre o assunto, sem elaborar um tratado teológico, pois estou sem tempo no momento.

Fui questionado sobre a base bíblica para as pessoas se movimentarem durante o culto. Tentei explicar da seguinte forma:

A alegria do povo de Deus em adorá-Lo não pode ser explicada apenas por raciocínio lógico ou fundamentos teológicos. Rodopiar, pular, marchar, e assim por diante, não podem ser considerados regras para manifestações visíveis do agir de Deus, mas também não devem ser negadas. Deus é soberano e age conforme Sua vontade no meio do Seu povo. Tentar racionalizar a alegria de Davi ao dançar enquanto trazia a Arca da Aliança para a cidade não se encaixa na ótica limitada e preconceituosa humana.

Entretanto, podemos aprender com a advertência sobre desprezar tanto as manifestações do agir de Deus quanto a alegria do Seu povo em adorá-Lo. Mical tornou-se estéril por desdenhar a espontaneidade de Davi ao dançar no meio do povo, mesmo sendo ele um rei. Emoções, alegria e júbilo não devem ser menosprezados em nosso meio, pois foram concedidos por Deus e devemos utilizá-los com sabedoria. As Escrituras até mesmo usam linguagem antropomórfica ao descrever Deus dançando no meio do Seu povo com vitória, embora isso seja mais uma exceção do que uma regra.

Não devemos pregar isso como doutrina, nem condená-lo, para não cairmos na síndrome de Mical. A preocupação com o que os outros pensam não deve ser maior do que a preocupação com o que Deus pensa. Tenho vivido essa experiência desde os 7 anos de idade, e Deus tem me ensinado a buscar moderação, evitando tanto o legalismo farisaico quanto a libertinagem coríntia.

Alguém respondeu: "...quando analiso 1ª Coríntios 14, isso vai totalmente contra. No caso de Davi, vejo uma particularidade, pois ele se alegrou pela volta da Arca da Aliança. Mas, em termos de edificação espiritual, como rodopiar, pular, marchar... nos edifica? Como contribui para a edificação do Corpo de Cristo?"

De fato, 1ª Coríntios 14 não proíbe nem limita as manifestações espirituais para a Igreja Universal de Cristo, mas restringe os excessos que ocorriam em Corinto. Quem pode proibir ou restringir o povo de Deus de se alegrar ou falar em línguas? O Espírito Santo é como o vento, que sopra onde quer. O rodopiar, pular e marchar não trazem edificação geral para a igreja, mas pergunte a algumas pessoas, não a todas, o que as impulsionou a fazer isso.

Não deve haver exageros. Como você não estava lá, não pode afirmar se houve ou não. Somente aqueles que sentiram a glória e o poder divinos naquele momento podem falar sobre o indescritível. Se seguirmos a premissa de que Paulo fala para a Igreja Universal, então deveríamos proibir todas as mulheres de ensinar, falar ou pregar em nossas igrejas, além de usar véu.

É claro que não concordo com esse tipo de manifestação em locais públicos, pois poderia escandalizar mais do que beneficiar o povo de Deus.

Na história do movimento pentecostal, encontramos pessoas na rua, incapazes de chegar ao local na Rua Azuza devido à multidão, sendo impactadas pelo poder do Espírito, confessando pecados à beira da calçada, outras chorando e pulando, algumas rindo... Muitos disseram que era obra do demônio, outros que era loucura, e assim por diante...

A verdade é que estamos aqui por causa desses "loucos".

Você é humano, presta seu culto racional, mas nunca deixará de sentir as emoções que a presença do Espírito proporciona a todos!

Não vivemos pelas emoções, mas pela razão. No entanto, são as emoções que nos lembram que estamos vivos.

Mais tarde, tentarei arranjar tempo para escrever com respaldo bíblico sobre o assunto! A paz a todos!