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domingo, 22 de março de 2026

É HORA DE DESPERTAR

 

É HORA DE DESPERTAR

“E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.”
(Romanos 13:11)


INTRODUÇÃO

Depois de ensinar como deve ser o procedimento do crente nos últimos dias — honrando as autoridades, praticando o amor e afastando-se do pecado — o apóstolo Paulo exorta os cristãos em Roma a despertarem do sono antes que seja tarde demais.

Mas, de que sono Paulo está falando?

Sem dúvida, do sono espiritual: negligência, preguiça, indiferença e frieza espiritual. A Bíblia nos alerta constantemente sobre o perigo de estar dormindo em horas erradas.


I. Dormir espiritualmente é:

1º Ser complacente com o pecado

Dormir espiritualmente é fechar os olhos para o pecado dentro da casa de Deus — é ver o erro e não confrontar, é perceber o afastamento e não reagir.

O sacerdote Eli estava dormindo enquanto a lâmpada do templo se apagava. Naqueles dias não havia mais revelação profética. O pecado havia entrado no templo, e o líder não tinha coragem de repreender.

Seus filhos eram perversos e pecavam grandemente contra o Senhor, e Deus já havia determinado juízo sobre eles. Mesmo assim, Eli permanecia dormindo, sem perceber que a lâmpada estava se apagando.

Mas antes que a lâmpada se apagasse completamente, Deus chamou Samuel (1 Samuel 3:3).

Nos momentos mais sombrios de densas trevas Deus chama alguém para ser seu porta-voz. Será que podes responder como Samuel: Eis-me aqui Senhor, fala que teu servo ouve?


2º Brincar com as coisas de Deus enquanto o inimigo rouba suas forças

Deus levantou Sansão como juiz de Israel, mas ele preferiu brincar com o pecado.

Desobedeceu a Deus repetidamente:

  • bebeu vinho
  • tocou em cadáver
  • revelou seu segredo

Sansão dormia enquanto o inimigo roubava aquilo que Deus havia colocado sobre ele.

E quando acordou…
já não tinha força, nem visão, nem liberdade.

O Espírito Santo havia se retirado.

Mas Deus, em sua misericórdia, ouviu sua oração após o arrependimento e ainda o usou para derrotar seus inimigos (Juízes 16:30).

Não desperdice as oportunidades de Deus!


3º Perseguir seu irmão em vez de lutar contra o inimigo

O rei Saul estava espiritualmente dormindo.

Enquanto perseguia Davi por inveja, um profundo sono caiu sobre seu acampamento. Davi entrou, pegou sua lança e seu odre de água, mas não o matou.

Há muitos crentes lutando contra irmãos, movidos por inveja e ciúmes, quando deveriam estar lutando contra o diabo.

Se Deus está usando mais a Davi do que a Saul, alegre-se!
A glória não é do homem — é de Deus.


4º Ficar na janela entre Deus e o mundo

Êutico dormiu na janela… e caiu.

Enquanto Paulo pregava, ele tentava ouvir a Palavra e, ao mesmo tempo, manter os olhos no mundo.

Quantos hoje vivem assim?

Querem servir a Deus…
mas não largam o mundo.

Cuidado!
Você pode cair e perder o que há de mais precioso: a sua salvação.

O que você precisa perder para acordar?


Vivemos um fenômeno curioso: a igreja cresce, mas perde intensidade.

Surge um novo tipo de crente: o “evangélico não praticante”.

Frequentam cultos, mas não vivem o Evangelho.

E há igrejas que não se diferenciam do mundo.
Perderam sua identidade, sua essência, seu sabor.

E então fica a pergunta:
Por que alguém deixaria o mundo para viver exatamente igual dentro da igreja?

Jesus já havia alertado sobre isso…


II- Pior do que dormir é não se preparar para a vinda do Noivo

A parábola das dez virgens (Mateus 25:1-13) nos ajuda a entender Romanos 13:11.

Na cultura judaica, após o noivado, o noivo ia preparar a casa, e a noiva aguardava — sem saber o dia nem a hora.

As virgens deveriam estar prontas com suas lamparinas.

Mas Jesus disse:
O noivo demorou… e todas adormeceram.

Jesus é o Noivo.
As virgens representam aqueles que O aguardam.

Antes da volta de Cristo… haverá sono espiritual.

Estamos vivendo isso.


III- Entenda o contexto cultural

Jesus contou essa parábola para responder aos discípulos sobre como seria o fim do mundo. Ele afirmou que, nos últimos dias, o Reino dos Céus seria semelhante a dez virgens que esperavam o noivo.

Na cultura judaica, havia o costume de realizar uma cerimônia simples para a celebração do noivado, na qual as duas famílias estavam presentes. O noivo tomava um cálice de vinho e o oferecia à noiva; assim, firmavam o compromisso, estabelecendo os direitos e deveres de ambos. Depois disso, o noivo retornava à sua casa para preparar as bodas (a festa) e o novo lar, em um período que poderia durar até um ano. Cabia à noiva aguardá-lo com expectativa, com suas vestes nupciais preparadas e conservando-se pura para o encontro com o noivo.

Contudo, o noivo não informava o dia nem a hora em que viria buscar a noiva e, na maioria das vezes, chegava à noite. Por isso, as dez virgens, que seriam as damas de honra e acompanhariam o noivo até o local da festa, precisavam estar preparadas com suas lamparinas. No entanto, Jesus disse que o noivo demorou, e todas adormeceram.

Jesus é o noivo, e as virgens representam aqueles que O aguardam. Antes da vinda do noivo, vem o sono espiritual. Sem dúvida, estamos vivendo os momentos finais da Igreja na Terra (1 João 2:18). Jesus mencionou vários sinais que antecederiam a sua segunda vinda: fomes, guerras e rumores de guerras, falsos cristos e falsos profetas, além da dormência espiritual.

Ninguém sabia o momento exato da chegada do noivo; da mesma forma, não podemos saber o tempo que Deus estabeleceu para a Segunda Vinda de seu Filho. Muitos tentaram prever, e todos erraram. 

Não sabemos a hora, mas sabemos que Ele vem!


IV- O Noivo está vindo!

1º As Escrituras testificam:

(Malaquias 4:1 / Sofonias 1:14-18)

2º Os anjos confirmaram:

(Atos 1:10-11)

3º João viu:

(Apocalipse 19:11-16)

4º O próprio Jesus disse:

“Certamente cedo venho.” (Apocalipse 22:20)


Tão certo como o sol nascerá amanhã — Jesus vem!

O Noivo já pagou o preço na cruz, voltou para preparar o lugar…
e voltará para buscar sua noiva.


O clamor já está ecoando:

“Aí vem o Noivo!” (Mateus 25:6)

E eu te pergunto:
Como está a sua lamparina?


                   IV- Sem azeite de reserva a lâmpada se apaga!

Só tem azeite de reserva:

1º Quem ora
2º Quem vigia
3º Quem vive a Palavra
4º Quem persevera até o fim


A fé é individual.
A comunhão é individual.
A salvação é individual.

Quando o Noivo chegou, a porta se fechou.

Assim como nos dias de Noé.

Depois que a porta fecha… não entra mais ninguém.


Spurgeon dizia:

“A maior tragédia da igreja é que muitos têm a lâmpada da religião, mas não o azeite da graça.”

John Wesley dizia:

“Não basta ter a lâmpada da profissão; é necessário o azeite da graça.”


CONCLUSÃO

Sem azeite, a lâmpada se apaga.
Sem fogo, não há luz.
E sem luz… não há direção, não há vida, não há salvação.

A grande pergunta hoje não é se você tem uma lamparina…
Mas se ainda existe azeite dentro dela.

Estamos vivendo dias perigosos.
Dias em que muitos parecem vivos espiritualmente… mas estão dormindo.
Dias em que há aparência de fé… mas falta presença de Deus.

O brado já começou a ecoar:

“Aí vem o Noivo!”

E quando esse clamor soar de forma definitiva…
não haverá mais tempo para se preparar.

Não haverá mais tempo para correr atrás.
Não haverá mais tempo para encher a reserva.

A porta vai se fechar.

Assim como nos dias de Noé.
Assim como na parábola das virgens.

Por isso, hoje não é dia de adiar.
Não é dia de negociar com o pecado.
Não é dia de viver pela metade.

Hoje é dia de despertar!

“Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.” (Efésios 5:14)

Levante-se espiritualmente.
Reacenda a sua chama.
Volte à oração.
Volte à presença.
Volte ao primeiro amor.

Porque a nossa salvação está mais perto agora…
do que quando cremos pela primeira vez.

A noite já vai alta.
O dia está chegando.
E Jesus está voltando.

E eu encerro te perguntando:

Se Ele voltasse hoje… sua lamparina estaria acesa?

Pr. Flávio Alves

terça-feira, 3 de maio de 2022

A PARÁBOLA DOS TALENTOS

 


A PARÁBOLA DOS TALENTOS

(Mt 25.14-30)

 INTRODUÇÃO:

 CONTEXTO: O Senhor Jesus estava na sua última semana de ministério. Enquanto dava as últimas instruções aos seus discípulos foi interrogado por eles acerca de como seria o fim do mundo. É nesse contexto que Jesus apresenta o sermão profético e as parábolas escatológicas, pois falavam acerca do fim. Dentre elas destacavam-se: A parábola dos dois servos, das dez virgens e a dos talentos. Neste estudo iremos comentar as principais lições da parábola dos talentos.

 SIGNIFICADO:

A parábola dos talentos apresenta Jesus como o senhor que saiu para uma longa viagem (Mt 25.14), mas que antes emprestou a três dos seus servos grandes quantias para que eles administrassem, obviamente estes servos simbolizam os discípulos de Jesus. Isto é confirmado em Efésios 4.8: “Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro,e deu dons aos homens.”

Jesus confiou aos seus servos dons, talentos e habilidades espirituais para fazer a Obra de Deus com os seguintes propósitos:

1. O aperfeiçoamento dos santos (Ef 4.13);

2. Edificação do corpo de Cristo (Ef 4.13);

3. Para o que for útil (I Co 12.7).

O propósito dos dons não é a ostentação do crente, mas uma oportunidade para o serviço. O tempo de espera também é um tempo de oportunidades para servir fielmente ao Senhor.

 O talento era uma unidade monetária que equivalia a 6.000 denários, isto é, 6 mil dias de trabalho de um trabalhador comum. Correspondia a quase 16 anos e meio de trabalho. O senhor distribuiu de acordo com sua própria capacidade, pois o mestre não nos dá responsabilidades além da nossa capacidade.

I. A PARÁBOLA DOS TALENTOS ENSINA QUE O SENHOR NÃO É INJUSTO.

”...a cada um segundo a sua capacidade” (Mt 25. 15)

Nosso Senhor conhece nossa estrutura e capacidades individuais, assim como nossas próprias limitações (Sl 103.14). Se Ele nos confiou algo é por que sabe que somos capazes de administrar e usar para sua glória.

 II. A PARÁBOLA DOS TALENTOS ENSINA QUE O POUCO QUE ELE NOS DÁ É MUITO.

”... sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei” (Mt 25. 21)

Vimos que um talento corresponde a 16 anos de trabalho, o que já era uma fortuna incrível para aqueles servos. O primeiro servo recebeu cinco talentos, que correspondia a 80 anos de trabalho. Haja vista que a expectativa média de vida daquela época era baixa, era quase impossível para um trabalhador comum acumular uma fortuna como esta. Mas, ainda assim o senhor falou: “sobre o pouco foste fiel...” Aquela fortuna era pouco diante daquilo que o mestre iria colocar nas mãos daquele primeiro servo. Sem dúvidas, jamais iríamos conseguir por méritos próprios os dons e talentos que Ele nos confiou. Em qual faculdade você pode receber os dons de cura ou de operação de maravilhas? O que Deus nos confiou são tesouros imensuráveis e mesmo assim não se comparam com aquilo que Ele preparou para nós (I Co 2.9).

 III. A PARÁBOLA DOS TALENTOS ENSINA QUE NÃO SOMOS DONOS DE NADA.

”E, muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.” (MT 25.19)

Exatamente tudo pertence ao nosso Senhor. Ele é dono dos talentos, dos dons, e de nós mesmos. Ninguém pode se gloriar por pregar bem, curar enfermos ou fazer coisa alguma na Obra do Senhor, por que tudo pertence a Ele. “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.” (2 Coríntios 4:7). Somos apenas administradores de Deus.

 IV. A PARÁBOLA DOS TALENTOS ENSINA QUE O SERVO MAU É NEGLIGENTE, PERVESO E NÃO ASSUME SUA PRÓPRIA CULPA.

“Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste;

E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.” (Mateus 25:24,25).

 O servo mau colocou a culpa de não ter feito nada com o talento no seu senhor, acusando-o de ser injusto e cruel, e por isso teve medo e enterrou o talento que recebera. A natureza humana nunca quer reconhecer seus próprios erros e culpa, a exemplo de Adão, que ao ser confrontado pelo Senhor, colocou a culpa de ter comido do fruto proibido no próprio Senhor (Gn 3.12). O grande erro de muitas pessoas é querer colocar a culpa de suas próprias falhas nos outros e nunca assumir a responsabilade. Quantos enterram os seus talentos e colocam a culpa na cara feia de um irmão, ou na falta de oportunidades. Quem quer fazer a Obra de Deus consegue arranjar oportunidade em toda dificuldade, mas quem não quer, coloca dificuldade em toda oportunidade.

 V. A PARÁBOLA DOS TALENTOS ENSINA QUE ATÉ O POUCO QUE SE TEM PODE SER TIRADO.

“Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.”(Mt 25:27)

Ao não investir o talento no banco, o servo mau roubou os juros que o seu senhor poderia receber. O que muitas pessoas precisam entender é que não se peca apenas quando se faz algo errado, mas também comete pecado quem deixa de fazer o que é certo. São chamados de pecados de omissão, “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.” (Tiago 4:17). Então não enterre seus talentos, se o Senhor lhe confiou algo é para ser usado e aperfeiçoado na sua Obra. A cobrança do Senhor pode ser muito alta: “Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá choro e ranger de dentes.” (Mt 25.30).

 VI. A PARÁBOLA DOS TALENTOS ENSINA QUE TER TALENTOS NÃO É A MESMA COISA DE SER APROVADO POR DEUS.

“Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mateus 7:22,23)

 Jesus deixou claro que não se trata apenas de perder o talento que ele nos confiou, mas o de perder o privilégio de se alegrar na mesa com o seu Senhor. Dos três servos que receberam os talentos, somente este último deixou de “entrar no gozo do seu senhor”.

 CONCLUSÃO

 Aceitar a Cristo como Salvador é se tornar servo do Senhor, é se submeter à sua vontade e querer. O Mestre saiu para uma longa viagem, e enquanto Ele não volta não podemos ficar de braços cruzados. Mas, devemos trabalhar com aquilo que Ele nos confiou. Como diz o hino da harpa Cristã: “Há trabalho pronto para ti cristão, que demanda toda tua devoção. (Hc 93)” A vida cristã não é de inércia e preguiça, mas de trabalho, dedicação e serviço ao nosso Senhor “como bons dispenseiros da multiforme graça de Deus” (I Pe 4.10) .

Haverá uma prestação de contas: Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.( 2 Co 5:10). Matthew Henry afirma que “Cristo tem uma honra guardada para aqueles que o honram, uma coroa (2 Tm 4.8), um trono (Ap 3.21), um Reino (cap. 25.34). Aqui, eles são pobres; no céu, serão governantes. Os justos terão o domínio. Todos os servos de Cristo são príncipes.” O servo do Senhor não deve esperar elogios e reconhecimento dos homens, mas de Cristo, pois como será bom ouvir do nosso Senhor: “Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” (Mateus 25:23).

 

Pr. Flávio Alves